No Brasil, o primeiro curso de engenharia foi criado por Dom João VI em 1810. Porém só tivemos a primeira formatura de uma engenheira mulher mais de um século depois.

Edwiges Maria Becker Hom’meil foi a primeira engenheira a se formar no Brasil, isso ocorreu em março de 1917 na hoje chamada Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Infelizmente pouca informação sobre Edwiges tem disponível.

A partir daí, diversas mulheres concluíram sua graduação em engenharia na mesma escola da Edwiges. Como Anita Dubugras, que se formou em 1919. Iracema Dias, que se formou em 1920 e veio a se tornar a primeira mulher professora dessa mesma escola e Maria Ester Corrêa Ramalho, que se formou em 1922.

Enedina Alves Marques também merece destaque por ter sido a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil. Isso ocorreu em 1945 na Universidade Federal do Paraná. Durante todo o seu período de estudo, Enedina se sustentou trabalhando como empregada doméstica e babá.

Enedina ficou conhecida na época por andar com uma arma de fogo nas obras. Ela atirava pra cima quando sentia que precisava ser mais respeitada.

Dentre suas obras, se destacam a Usina Capivari-Cachoeira e o Colégio Estadual do Paraná.

Após isso, diversas mulheres se tornaram notáveis na área de engenharia no Brasil. Em 2013 já eram 30% dos cursos de engenharia ocupados por mulheres, e esse percentual vem aumentando gradativamente.

Ainda assim as mulheres tem dificuldades de ingressar nessa profissão, por se tratar de um ambiente com alta predominância masculina, é necessário conquistar o respeito dos operários para um bom andamento da obra.

Categorias: Engenharia